O projeto “Mulheres e os caminhos do Babaçu: Saberes da Estrada do Arroz”, proposto pelo Instituto Ayé ao Fundo Babaçu, busca fortalecer a formação política, a autonomia e a capacidade de articulação das mulheres quebradeiras de coco babaçu das comunidades de São Félix, Olho d’Água e Coquelândia, na região da Estrada do Arroz, em Imperatriz (MA). A iniciativa nasce da necessidade de fortalecer a resistência das mulheres diante das pressões e conflitos socioambientais que atingem seus territórios, especialmente relacionados à expansão das monoculturas, à pecuária e às violências vivenciadas pelas mulheres do campo.
Onde acontece?
Estrada do Arroz, em Imperatriz (MA).
Com duração de quatro meses, o projeto beneficiará diretamente 45 mulheres quebradeiras de coco babaçu, promovendo duas ações formativas complementares. A primeira abordará os impactos da expansão das monoculturas sobre os corpos, os territórios e os modos de vida das mulheres. A segunda consistirá em uma etapa da Escola de Lideranças Femininas Quebradeiras de Coco Babaçu, com formação sobre direitos humanos e territoriais, estudo das Leis do Babaçu Livre e resgate da história de luta das quebradeiras de coco na região.
A metodologia será baseada em exposições dialogadas, rodas de conversa e escuta, troca de saberes e participação de lideranças históricas e atuais, valorizando os conhecimentos e as experiências das próprias mulheres. Espera-se ampliar o conhecimento sobre direitos territoriais, fortalecer a organização coletiva e a articulação comunitária, valorizar a memória das lutas das quebradeiras de coco e ampliar sua participação em espaços de decisão e mobilização, especialmente junto ao Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).
Assim, o projeto pretende contribuir para o fortalecimento do protagonismo das mulheres, da defesa dos babaçuais e da permanência dos modos de vida tradicionais, reconhecendo as quebradeiras de coco como protagonistas na proteção dos territórios, na conservação ambiental e na construção de caminhos coletivos de resistência e garantia de direitos.